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Simone Bianca de Ávila ღN.E.O.Q.E.A.Vღ
" Yo vengo de un lugar dónde nosotros oímos el viejo, cree en las juventudes y respeta el eterno. Yo vengo de un lugar dónde la canción es de campo y de río, pero, sobre todos yo vengo de un lugar dónde el hombre tiene la patria, él piensa y él dice". yo

25/04/2008 GMT 1

Justiça e Equilíbrio

simoneavila @ 16:53

imagen1.gifEm determinada passagem do evangelho, o apóstolo Paulo afirma: "Pois aquilo que o homem semear, isto também ceifará".
 
Habitualmente se entende que somente após a vida terrestre faremos um balanço de nossas ações, recebendo a justa recompensa, seja paz ou desequilíbrio.  

Ocorre que não é necessário morrer para perceber a atuação da lei das compensações.
 
Reparemos o cenário da luta vulgar na Terra.
 
Há homens que são indiferentes às dores do próximo.
 
Por seu turno, eles também recebem a indiferença quanto às dores que experimentam.
 
Muitos optam pelo afastamento do convívio social.
 
Para esses a solidão deprimente é a resposta ao mundo.
 
Alguns se permitem utilizar extrema severidade no trato com o semelhante.
 
Mas também são julgados pelos outros com rigor e aspereza.
 
Há quem pratique, em sociedade ou em família, a hostilidade e a aversão.
 
Naturalmente encontra entre vizinhos e parentes primordialmente antipatia e desconfiança.
 
Entretanto, muitos optam por demonstrar carinho e respeito, mesmo por desconhecidos.
 
Esses gestos amigos granjeiam o concurso fraterno até de grupos anônimos que a todos cercam.
 
Pequeninas sementeiras de bondade geram abençoadas fontes de alegria.
 
O trabalho bem vivido produz o tesouro da competência.
 
Atitudes de compreensão e gentileza estabelecem solidariedade e respeito, junto a nós.
 
Otimismo e esperança, nobreza de caráter e puras intenções atraem preciosas oportunidades de serviço, em nosso favor.
 
Todo dia é tempo de semear.
 
Todo dia é tempo de colher.
 
Não é necessário atravessar as portas do túmulo para encontrar a justiça, face a face.
 
A justiça revela-se no cotidiano, nos princípios de causa e efeito, em todos os instantes de nossa vida.
 
A justiça divina é, em última instância, uma lei de harmonia.
 
Deus criou o mundo com base em leis perfeitas, que regem a vida e a evolução das criaturas.
 
A energia que lançamos no mundo, seja de paz ou de desarmonia, nos pertence.
 
Ela até pode afetar momentaneamente os outros, mas sempre volta à origem, para quem a emitiu.
 
Esse raciocínio evidencia o equívoco de pretender que Deus castiga suas criaturas.
 
É inconcebível imaginar Deus no papel de carrasco, sondando os atos de cada um de seus filhos, para puni-los ao menor desvio.
 
Ele nos dá livre-arbítrio, a fim de que cresçamos em experiência, discernimento e compreensão.
 
Mas também nos dá responsabilidade por nossos atos, permitindo que experimentemos as conseqüências de todos eles.
 
Assim, se causamos desequilíbrio no universo, fazendo mal a um semelhante, devemos restabelecer o equilíbrio original, reparando as conseqüências.
 
Nesse contexto, está inteiramente em nossas mãos optar pela paz ou pela discórdia, pela saúde ou pela doença.
 
Se tudo o que ofertamos ao mundo a nós retorna, é questão de bom senso adotarmos um padrão de conduta generoso e nobre.
 
A sementeira de ontem já foi lançada e hoje colhemos os seus frutos.
 
Não há como retornar sobre os próprios passos e desfazer o passado.
 
Mas o amanhã está inteiro por construir.
 
Optemos firmemente pelo bem, seguindo os exemplos do cristo.
 
Bem rápido a vida nos dará frutos de paz e amor.
 
Afinal, como disse o apóstolo, "aquilo que o homem semear, isto também ceifará".

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